Comunicação informal nas TI

As empresas que adoptaram a segunda versão da Biblioteca de infra-estruturas de TI – IT Infrastructure Library (ITIL) no original – ficaram dotadas de um conjunto de processos que lhes permitem apoiar e garantir o bom funcionamento dos negócios que consomem serviços de Tecnologias de Informação (TI).

A nova versão da biblioteca foca-se no ciclo de vida da gestão dos serviços de TI, introduz o conceito serviços como bens e traz para o palco a ideia de evoluir de alinhamento TI-negócio para integração TI-negócio.

Neste artigo exploro a ideia de como a comunicação é um factor determinante no sucesso desta integração e proponho a promoção de redes informais como forma de agilizar a integração das TI com os negócios.

A importância da comunicação

No nosso dia-a-dia recorremos cada vez mais, a uma infinidade de serviços de tecnologia de informação com os mais variados objectivos – sejam de carácter pessoal ou profissional. Todos estes serviços: correio electrónico, voz, transacções financeiras, arquivo, lazer, compras, etc. têm em comum a necessidade de comunicar para levar a cabo um desejo, projecto ou ideia.

As potencialidades das redes informais

Assistimos muitas vezes a grandes problemas de comunicação no seio das empresas, sejam de carácter técnico ou social. À conta de problemas como a falta de informação ou o uso inadequado dos mecanismos de comunicação que temos disponíveis, acumulamos perdas de eficácia e perdemos oportunidades de negócio.

Vou focar o problema da falta de informação para tentar mostrar como as redes informais podem contribuir para uma melhoria dos serviços prestados pelas TI e pelos negócios.

As poucas interacções que temos são geralmente decorrentes de necessidades pontuais por exemplo um projecto em comum ou porque precisamos de um especialista para resolver um problema.

Da mesma forma, o nosso conhecimento da carreira e necessidades dos nossos clientes surge-nos de forma reactiva – no decorrer de um projecto em comum, por solicitação, entrevista ou na prestação de um serviço – e tende a desvanecer com o fim desses projectos ou serviços.

Baseamos a nossa ideia de determinada pessoa no que ela fez e não no que anda a fazer.

Sites como o Hi5, LinkedIn, Facebook, MySpace ou o futuro AlignSpace da Software AG permitem manter registo das actividades que vamos desenvolvendo e receber informações sobre o que se passa com os elementos da nossa rede, promovendo a interacção e a promoção de ideias.

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1 Response so far »

  1. 1

    Concordo plenamente.

    Hoje em dia recebo frequentemente contactos de fornecedores que me chegam através do Linked-in e já li sobre a utilização do Twitter por uma equipa de TI para ultrapassar com sucesso as falhas de comunicação que tinham entre equipas envolvidas no suporte.

    Na minha opinião a forma de estar da web 2.0 irá inevitavelmente infiltrar e alterar as práticas de governação das TI, tal como já começou a mudar a forma como os políticos fazem as campanhas eleitorais.

    …tal como a televisão não fez desaparecer o cinema, nem este o teatro, os políticos continuarão a distribuir aaventais e sacos de plástico nas feiras. A diferença é que num futuro próximo terão maior audiência online do que onde quer que possam estar fisicamente.


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